sábado, 31 de agosto de 2013

Um soneto de amor




Não há pecado em amar, nem jamais em amar pecado haveria;
E não falo de corpos entrelaçados, beijos suados e arrepios na pele
Falo das coisas do coração, na hesitação que como um anjo,
Ora sempre pelo ser amado, e a Deus roga que por ele vele.

Falo da ânsia de extenuar o que se dá sem jamais pensar em receber
Não pela antítese dos atos, mas pelo desejo máximo de se bem querer
Falo de fechar os olhos e enxergar a alma, expôr o corpo para ver o espírito
Um amor verdadeiro traduz em olhares o que não precisa ser dito

Não se mede pela linha do tempo, não importa os dias, não conta as horas
Se entrega , mas também liberta, sabe a hora de ir embora...
Não se cria, apenas nasce, como fazem as manhãs, como uma estrela guia

Amar é mostrar à Deus como é bela a sua criação
Não haverá jamais pecado em amar, e nunca nem poderia
Do amor a minha essência, por amor eu morreria...


Taina Maldi Meireles


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