
Céu Anil
Ah, esse mundo que gira e rodopia
Às vezes rápido demais, fazendo-me tropeçar
Nos dias que passam, nas marcas que ficam
No encalço do destino, um tropeço
Mas um dia que se vai, e eu adormeço
Nas entranhas do profano, no mar de medos que criei
Acorda a águia de dia, escondem-se as presas de noite
De que adianta, se de dia é correr, é fugir, é açoite
A lenda milenar de se esperar por mais um dia
Porque sempre, inexoravelmente, haverá um amanhã
Não espreite a porta que se fecha
Eu não vou nem permaneço
Apenas me modifico, apenas me esqueço
Releio os versos para o meu destino
Que importa, palavras tolas, embriagado desatino
Modifico os versos e não muda nada em mim
Porque a vida, a vida é assim
Ao cume da alma e a essência do espírito
Só se chega depois da dor
Assim reza a estória
E as rimas todas, se fazem assim, tecendo minha memória
Não me envergonha a dor nem as derrotas
Incólume da vida, nenhum ser nunca saiu
Julgado, setenciado, acariado
Em um dia de sol e céu anil
21.11.09
Ah, esse mundo que gira e rodopia
Às vezes rápido demais, fazendo-me tropeçar
Nos dias que passam, nas marcas que ficam
No encalço do destino, um tropeço
Mas um dia que se vai, e eu adormeço
Nas entranhas do profano, no mar de medos que criei
Acorda a águia de dia, escondem-se as presas de noite
De que adianta, se de dia é correr, é fugir, é açoite
A lenda milenar de se esperar por mais um dia
Porque sempre, inexoravelmente, haverá um amanhã
Não espreite a porta que se fecha
Eu não vou nem permaneço
Apenas me modifico, apenas me esqueço
Releio os versos para o meu destino
Que importa, palavras tolas, embriagado desatino
Modifico os versos e não muda nada em mim
Porque a vida, a vida é assim
Ao cume da alma e a essência do espírito
Só se chega depois da dor
Assim reza a estória
E as rimas todas, se fazem assim, tecendo minha memória
Não me envergonha a dor nem as derrotas
Incólume da vida, nenhum ser nunca saiu
Julgado, setenciado, acariado
Em um dia de sol e céu anil
21.11.09