Dizem que foi assim, um ato impensado, de um quase relance
Foi mesmo assim, de uma audácia instigante
Quando o teu olhar buscou o meu
Para não mais o deixar
Não sei bem o exato momento
Onde minha alma encontrou a sua
Despida diante dos teus olhos,
Minha alma desnuda
Sem vergonha nenhuma de se fazer descoberta
Banhada de mar e dos meus anseios, da tua boca e do meu
desejo
Me fiz menina onde antes havia mulher...
De timidez repentina e vontade nem tanto
Estava eu diante de ti, que nem devota e seu santo
Mas sem preces, só às pressas,
Que o tempo, dos amantes é inimigo
E eu confesso querer todos os beijos do mundo em um só
segundo
Um espasmo em meio ao fôlego,
Que quer se perder para depois retomar
Sem tempo para o depois, sem saber se ele existirá
De medo, vontade, loucura
De beijos, abraços, tontura
De cometas explodindo na noite escura
De vontade demais...de amar você.
Taina Maldi Meireles
31 de agosto de 2013
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