
Silêncio na sala ao lado. Apenas uma respiração apreensiva rompia o vácuo do momento. Absolutamente vazio. O ar, os pensamentos, a cabeça, o pulmão.
Adeus. Não pulsam mais as veias, não latejam mais as lágrimas. Entregue, expulso. De quem ? Pra quem ? A Deus.
Deram o sinal. Fecharam-se as portas. Abriram-se os prantos. Dos olhos, feito torneira aberta, que esqueceram de fechar. Escorreu. Foi-se o chôro, foi-se o sangue, foi-se o tempo. Um atrás do outro, metodicamente, na marcação da ampulheta : chôro, sangue, tempo, chôro, sangue, tempo…Gotejando, vertendo em fios dolorosos, secando os sonhos e os desejos. Agora há um deserto.
Tempo. O tempo passa, as horas passam. Arrastando-se, pesadamente como um jesus e sua cruz, marca a alma de dor, derruba os lastros e enfarda as almas. O tempo passa, mas a dor não passa.
Lutar. Lutar por um dever. Lutar para viver.
A carne, quando cortada, sangra. A veia, quando arrebenta, inércia. O coração, quando transborda, chora. O corpo, quando desiste, a alma não esmorece.
Fugir. Fugir de mim, fugir daqui. Perder o eixo, perder o rumo, peitar o destino.
Vida sem ideal não é vida. É subvida, é vergonha de vida. É insubsistência.
Vida, quando perdida, vive de saudades. Vive de lembrar, e depois chora.
Imunda, cada lágrima. Inunda, chora e lava a alma. Lava os olhos sujos de sangue. Lava as mãos da guerra, lava a boca profana.
Não há sobra de mais nada para cantar. Não há nenhum sonho para aspirar. Silêncio na sala ao lado…A morte me visitou e morreu tudo dentro de mim…
Adeus. Não pulsam mais as veias, não latejam mais as lágrimas. Entregue, expulso. De quem ? Pra quem ? A Deus.
Deram o sinal. Fecharam-se as portas. Abriram-se os prantos. Dos olhos, feito torneira aberta, que esqueceram de fechar. Escorreu. Foi-se o chôro, foi-se o sangue, foi-se o tempo. Um atrás do outro, metodicamente, na marcação da ampulheta : chôro, sangue, tempo, chôro, sangue, tempo…Gotejando, vertendo em fios dolorosos, secando os sonhos e os desejos. Agora há um deserto.
Tempo. O tempo passa, as horas passam. Arrastando-se, pesadamente como um jesus e sua cruz, marca a alma de dor, derruba os lastros e enfarda as almas. O tempo passa, mas a dor não passa.
Lutar. Lutar por um dever. Lutar para viver.
A carne, quando cortada, sangra. A veia, quando arrebenta, inércia. O coração, quando transborda, chora. O corpo, quando desiste, a alma não esmorece.
Fugir. Fugir de mim, fugir daqui. Perder o eixo, perder o rumo, peitar o destino.
Vida sem ideal não é vida. É subvida, é vergonha de vida. É insubsistência.
Vida, quando perdida, vive de saudades. Vive de lembrar, e depois chora.
Imunda, cada lágrima. Inunda, chora e lava a alma. Lava os olhos sujos de sangue. Lava as mãos da guerra, lava a boca profana.
Não há sobra de mais nada para cantar. Não há nenhum sonho para aspirar. Silêncio na sala ao lado…A morte me visitou e morreu tudo dentro de mim…