É nos limites onde nos desafiamos. Quando o coração transborda pelo peito e invade veias e pensamentos.
É preciso instigar os limites e desafiar as fronteiras. Não importa a profundidade do abismo ou a escala do sismo. Na beira do mar, onde as ondas acariciam os calcanhares, em algum momento é preciso enfrentar a arrebentação.
Não, nem tudo está perdido.
Na esterilidade do mundo...
Beira mar é raso, mas o pesar profundo
No salgar das lágrimas e oceanos...
A dor de um dia, o passar dos anos.
A espuma do mar que me invade
Consome minhas pegadas e me pede lealdade.
Não me sucumbirei a ti nem aos teus.
Não sou de idas e vindas, ironia das marés
Já me arrebentei nos recifes, já valsei com Deus
Naufraguei em feridas vivas e questionei quem és.
No deserto infecundo do profundo do teu ser.
Dei à luz à vida,ao inesperado, ao prazer.
Desafiei-te por mais de uma vez, todas vencidas.
Por um risco me tomaste, por destino sou temida.