sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


CAELUS CELATUS



A ESTRELA BAILARINA




Ela levantou-se e raptou todos os olhares dos que estavam ao seu redor ;
Uma super nova, com toda a sua luz explodindo em um caos, ao mesmo tempo desordenado e denso.
Um passo e o rastro de uma constelação inteira. Um olhar e a luz de dez milhões de sóis se infiltrava por todos os poros e moléculas de quem cruzasse o seu caminho.
Encarnando Nietzsche, ela tinha o caos dentro de si. Era uma estrela bailarina, na ponta dos pés e da alma, encarando o espaço e o tempo como se fossem colegas de infância...
Rodopiava em volta de si com um sorriso nebuloso e a certeza inexorável de que seu brilho, no ápice de seu teor, no vértice de seu esplendor, ao dobrar a esquina, a asfixiaria até a morte.
Com a certeza resignada e alma rebelde, ávida de pairar etérea no infinito, não se enoxerava de sua luz nem negava o seu imenso fardo de nunca, nunca parar de brilhar.
Com a postura de um orgulho rarefeito nas desventuras da vida e que ao mesmo tempo ofuscava todos os seres que dirigiam a ela o mais ínfimo olhar...Rodopiava, alma e luz, humildemente dividindo o palco com tantos outros astros, mas ao mesmo tempo sabendo que sua luz, por um átimo de segundo e para alguém único em sua platéia, seria a mais bela de todas as irradiações do mundo...
Um brilho caudaloso, de hormônios e fusões de pensamentos, elementos, amores, temores, e afins. Enfim, um brilho de mulher.
Toda a matéria que forma o nosso planeta teve origem numa estrela... Todo o ser tem no fundo, não somente para ser vivo, mas para ser verdadeiro...
...um pouco de mulher....