domingo, 19 de setembro de 2010

E ao final da guerra

Quero fechar os olhos, e que eles, cerrados, sejam fogo e mato; 
Queda d’agua nas chapadas, trilhas perdidas no mato grosso... Eu sou centro, rumo ao oeste, eu sou carne seca no sol. 
Me dê licença, seu moço? Não se avexe não: vou assentar minha alma na beira de um ribeirão... 

 Jamari, Roosevelt, Ji-Paraná ; 
Guaporé, Madeira, Tapajós, Araguaia; Mortes, Paraguai, Juruena, Corumbá; 
Por onde correr meu sangue, é por lá que vai desaguar...
Vou fazer poesia de bar, como se guerreiro pudesse fazer poema... 
Remar contra a maré, feito peixe em piracema. 
Quero arder o fogo da minha memória até consumir minha estória; 
Não de tristeza, posto que é a minha essência: mas das sequelas da alma, ou da minha própria negligência.
Quero estar longe dos normais e brindar sempre a minha loucura, que me abstém de normas e de pessoas; 
Quero loucura em dose dupla, e sem gelo, por favor!
Ouvindo clássicos de samba, de tango, blues, tanto faz ;
O belo da vida é o que a faz fugaz!!!! 
Efêmera metafísica de Pessoa, Schopenhauer, Vinicius e de quem mais... Por favor só me acordem quando houver...paz.

São Paulo, 19 de setembro de 2010