
Impassível, o coração já se recusava a sentir qualquer emoção. Resignava-se a ficar em seu canto, lambendo suas feridas. Não precisava de outras mais. Já havia suficientes.
Os olhos da menina não brilhavam mais. Eram olhos líquidos, esvaídos de tantas desesperanças. Eram olhos que já não queriam. Olhos de chuva, de tempestades intermináveis, de quem se cansou de nunca achar um horizonte.
Mãos de dor. Mágoa da vida, de calejar os dedos para só ver sofrer a alma. Não precisava mais. Mãos secas, áridas, como todo o resto do seu ser. Mãos que já não escreviam mais. Calaram as palavras no meio da sentença.
Alma de prisioneiro. De quem quer fugir sem saber para onde. Abriram-se os portões e já não se sabe se quer partir. Ficar é renegar os sonhos, partir é se enganar. Melhor não agir.
Melhor se matar, melhor fugir pra outra dimensão. Melhor esquecer a mediocridade dos seres humanos, melhor esquecer esse mundo sujo, melhor não ter mais sangue correndo nas veias, mas vento correndo na alma. Melhor é se libertar.
Olhar do alto e não ver mais nada, deixar a distância consumir os sentimentos até não existir mais nada. Olhar do alto e envolver-se no vácuo, olhar o vazio e esgotar a alma, até tudo tornar-se tão ínfimo, tão insignificante.
Quero ir embora desse mundo e de seus vícios. Quero deixar de ser estrangeira em meu próprio país. Quero que o mundo me absorva, me regurgite para outra dimensão, me exclua de seus limites e me envie para o país onde não se abre os olhos.
Onde só acordam os pensamentos, não mais o corpo, não mais o noticiário, não mais sóis, não mais luas.
Já saturei-me das poesias de Vinícius de Moraes. Já forcei demasiados risos, já não sei mais fingir. Quero ir para o país onde não se abre os olhos.
Os olhos da menina não brilhavam mais. Eram olhos líquidos, esvaídos de tantas desesperanças. Eram olhos que já não queriam. Olhos de chuva, de tempestades intermináveis, de quem se cansou de nunca achar um horizonte.
Mãos de dor. Mágoa da vida, de calejar os dedos para só ver sofrer a alma. Não precisava mais. Mãos secas, áridas, como todo o resto do seu ser. Mãos que já não escreviam mais. Calaram as palavras no meio da sentença.
Alma de prisioneiro. De quem quer fugir sem saber para onde. Abriram-se os portões e já não se sabe se quer partir. Ficar é renegar os sonhos, partir é se enganar. Melhor não agir.
Melhor se matar, melhor fugir pra outra dimensão. Melhor esquecer a mediocridade dos seres humanos, melhor esquecer esse mundo sujo, melhor não ter mais sangue correndo nas veias, mas vento correndo na alma. Melhor é se libertar.
Olhar do alto e não ver mais nada, deixar a distância consumir os sentimentos até não existir mais nada. Olhar do alto e envolver-se no vácuo, olhar o vazio e esgotar a alma, até tudo tornar-se tão ínfimo, tão insignificante.
Quero ir embora desse mundo e de seus vícios. Quero deixar de ser estrangeira em meu próprio país. Quero que o mundo me absorva, me regurgite para outra dimensão, me exclua de seus limites e me envie para o país onde não se abre os olhos.
Onde só acordam os pensamentos, não mais o corpo, não mais o noticiário, não mais sóis, não mais luas.
Já saturei-me das poesias de Vinícius de Moraes. Já forcei demasiados risos, já não sei mais fingir. Quero ir para o país onde não se abre os olhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário