
Nos dias 15 e 24 de fevereiro, nasceram, respectivamente, Apoena Meireles e Denise Maldi, meus pais. Uma homenagem a saudade que tenho deles....
Não sei quando foi a última vez que te vi. Já se passou tanto tempo, ou talvez não se tenha passado tanto tempo assim.
Mas a minha saudade é tão maior que o tempo.
E desde quando se mede a saudade? Saudade é dessas coisas incomensuráveis, quase onipotente, que sufoca a alma e cala a garganta. Saudade não é sentimento, é estado de espírito, é o desejo do impossível, é desafiar o tempo e ainda assim, querer ganhar a batalha.
O tempo não é nada diante da minha saudade. Minha dor transpassa a temporalidade humana, cruza dimensões, rasga o peito e faz sangrar a alma. A minha dor está enterrada em mim tão profundamente que hoje é quase minha própria essência.
E eu choro. E todas essas lágrimas doídas, arrancadas de dentro, esscorrendo do âmago, embora líquidas, arranham e corroem meu corpo em todo o seu percurso.
O que mais dói em mim não é o que existe, mas o que ja não é mais. É a ausência. O vácuo, o vão, o intervalo, a inexistência. E como se o ausente fosse hoje o que há de mais presente na minha vida.
A saudade do que já se foi, do que já não é mais, mas principalmente do que poderia haver sido. Atemporal, a saudade faz fazer faltar os momentos que nem vieram a existir.
Meu olhar é melancólico. Meu olhar é impassível e só sucumbe à própria dor. Todo o resto lhe é um pouco, digamos assim, é insosso.
É que as vezes a alma se torna insípida. Mas tem que lutar, não é? Somos condicionados à luta, mesmo sem saber o porquê. Sem garantia de recompensa, sem certeza da glória, a luta. Não se pode esmorecer, pois não há derrota sem luta. Até entregar-se se faz após a luta interna de se convencer a fazê-lo. Já que a luta é inexorável, resta então saber pelo que lutar.
E apesar dos pesares, apesar das angústias, há algo lá dentro que não quer me deixar. É o velho espírito do guerreiro. Sâo essas imagens mal cronometradas, distorcidas e impregnadas no íntimo do meu ser que não me deixam abater. Dentro de mim, vive o espírito do guerreiro. E da grande guerreira que foi o grande amor da vida dele. E eu sigo vivendo, pelo amor dos meus pais.
Não sei quando foi a última vez que te vi. Já se passou tanto tempo, ou talvez não se tenha passado tanto tempo assim.
Mas a minha saudade é tão maior que o tempo.
E desde quando se mede a saudade? Saudade é dessas coisas incomensuráveis, quase onipotente, que sufoca a alma e cala a garganta. Saudade não é sentimento, é estado de espírito, é o desejo do impossível, é desafiar o tempo e ainda assim, querer ganhar a batalha.
O tempo não é nada diante da minha saudade. Minha dor transpassa a temporalidade humana, cruza dimensões, rasga o peito e faz sangrar a alma. A minha dor está enterrada em mim tão profundamente que hoje é quase minha própria essência.
E eu choro. E todas essas lágrimas doídas, arrancadas de dentro, esscorrendo do âmago, embora líquidas, arranham e corroem meu corpo em todo o seu percurso.
O que mais dói em mim não é o que existe, mas o que ja não é mais. É a ausência. O vácuo, o vão, o intervalo, a inexistência. E como se o ausente fosse hoje o que há de mais presente na minha vida.
A saudade do que já se foi, do que já não é mais, mas principalmente do que poderia haver sido. Atemporal, a saudade faz fazer faltar os momentos que nem vieram a existir.
Meu olhar é melancólico. Meu olhar é impassível e só sucumbe à própria dor. Todo o resto lhe é um pouco, digamos assim, é insosso.
É que as vezes a alma se torna insípida. Mas tem que lutar, não é? Somos condicionados à luta, mesmo sem saber o porquê. Sem garantia de recompensa, sem certeza da glória, a luta. Não se pode esmorecer, pois não há derrota sem luta. Até entregar-se se faz após a luta interna de se convencer a fazê-lo. Já que a luta é inexorável, resta então saber pelo que lutar.
E apesar dos pesares, apesar das angústias, há algo lá dentro que não quer me deixar. É o velho espírito do guerreiro. Sâo essas imagens mal cronometradas, distorcidas e impregnadas no íntimo do meu ser que não me deixam abater. Dentro de mim, vive o espírito do guerreiro. E da grande guerreira que foi o grande amor da vida dele. E eu sigo vivendo, pelo amor dos meus pais.
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