sexta-feira, 11 de março de 2011



Hoje eu resolvi te olhar.


Não nos teus olhos, como sempre fiz;


Mas além do horizonte, onde criei raiz.




Hoje eu resolvi que não vou morrer antes de partir;


Que amarei a vida do jeito que ela vir.




Hoje eu quero mergulhar no mar...


Quero me perder na liberdade do vento que sopra;


Porque a vida nos dá, mas ela nos cobra...




Quando findar a última luz do dia,


Ainda brilhará o meu olhar.




Quando estancar a dor que me acaricia,


Ainda a vida vem me consolar.




No mar que finda o sol em seu horizonte.


No vento que corre atrás do monte...




Quero a promessa dos dias que virão!


Resignar-me à minha condição...




de filha de Deus, do céu, da terra;


Do que dá uma saudade


quando resolve amar...




O que dói na alma é um pedaço de mim.


É o exílio do barco sem bandeira,


largado ao léo,


Sem eira nem beira.




O que lateja na alma é um rastro de mim.


É o beco sem saída,


a encruzilhada da vida.


Aquele caminho lacrado,




imaculado e inviolado.


Aquele amor que se diz sagrado...




agora nasceu dentro de mim.


Nenhum comentário: