Deus não sabe mais qual das dores maior foi a que te sufocou;
Em qual das estradas ímpias a esperança te deixou;
Não foi um amor bastardo, não foi só um que te calou;
Foi a saliva do mar, espumando em suas marés, que um dia me contou...
Onde a tormenta de tantas tempestades contradiz pessoas e fernandos...
Navegar não é mais preciso...Viver? É impreciso...
Lá onde a vida é metafísica...onde a alma não é pequena, e até os pecados valeram a pena...
Perdoar calado não sossega o peito. Calar o peito não sossega a alma...
Tantos naufrágios feriram o mar, e o mar cicatrizou todos eles...
Nem rastro de ti, nem rastro no mar, mais um náufrago se foi e só sobrou a sua estória...
No meu peito tem um mar, e nele sou eu o náufrago, nele, fundo, a tua memória...
Que não quer mais calar. Quer chorar baixinho uma saudade eterna...
Quer sorrir timidamente sem querer se intrometer...
Quer ser de novo presente, quer abster-se do ausente...
Que quer na saudade, que pede uma só vez...viver a estória novamente.
Uma homenagem a minha mãe e a Fernando Pessoa, seu poeta preferido...
Taina Maldi Meireles
Dia das Maes, 2007
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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Um comentário:
Cheguei às lágrimas com seu texto: Fernando e Denise. Meu nome é Renato Estrela, antigo namorado de sua mãe, da década de 60, quando éramos jovens. E nunca a esqueci, apesar das voltas da vida. Soube agora, ontem, que ela faleceu. Como lamento, e chorei. Sou escritor, moro no Brasil, meu email: renatoestrela2010@hotmail.com - blog: wwwrenatron.blogspot.com
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