Fugaz: etimologia: Do latim "fugax","ácis" (que foge facilmente, fugiente, fugitivo; transitório, passageiro)
Filosofia: (do grego Φιλοσοφία: philia - amor, amizade + sophia - sabedoria)
Sabedoria passageira, em um mundo onde mesmo a velocidade da luz parece devagar. O conhecimento tornou-se um acessório. Ou melhor, é necessário conhecer de tudo um pouco, do todo ao quase nada de qualquer assunto. É preciso articular sobre opiniões quase copiadas dos jornais, plagiar sites e revistas, mas é preciso estar informado. É preciso saber de tudo o que nos circunda, cercar-nos de opiniões e assuntos exóticos, rasos ou vagos. É preciso ter nos lábios a palavra da moda, o assunto do dia, a última cotação da bolsa, o último escândalo do governo (este assunto, admito, apenas para os que tem realmente tempo de atualizar-se com uma freqüência quase atroz).
Temos de falar de tudo para não falarmos de nós. Falemos do que beira na superfície, do que bóia no nosso âmago, não do que se aprofunda nele. Sejamos fugazes em nossas filosofias, pois mergulhos profundos dentro da alma, poucos ainda conseguem dar. É mais fácil esconder-se em meio às mazelas do mundo do que descobertar as suas próprias. Não que elas sejam mais ou menos doídas do que as dos outros. São apenas nossas. Deixemos pois, de sermos fugazes, exilados de nossa própria alma: sejamos mais íntegros, sinceros e profundos, pois de efêmera e transitória, basta a vida...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
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